Para a defesa da vida, desobedecer Bolsonaro e ficar em casa!

Para não morrer de fome, que o Estado garanta uma renda mínima para todas/os!

A pandemia do novo Coronavírus que assola o mundo com números de infectados e mortos que não param de aumentar, exige ações de toda a humanidade para frear essa calamidade que já é a maior do século 21.

A quarentena, adotada em todos os cantos do mundo, tem servido para diminuir a velocidade da contaminação. Governos que fizeram pouco caso das medidas, como o da Itália e dos Estados Unidos, contam os mortos em milhares e estão sem poder enterrar os mortos para evitar novas contaminações. A Inglaterra que insistia em não utilizar a quarentena voltou atrás, mas pode ser tarde demais.

Todas as especialidades da Medicina são taxativas em afirmar que ficar em casa é a melhor e mais efetiva forma de mitigar danos, pois o contágio em massa deixará em colapso o sistema de Saúde, os hospitais e postos de Saúde serão insuficientes para atender os casos mais graves obviamente prejudicando os mais vulneráveis como idosos e portadores de doenças crônicas, principalmente os mais pobres.

No Brasil, Bolsonaro resolveu desafiar todas as orientações (OMS, infectologistas e até o seu ministro da Saúde), atender empresários (principalmente, de grandes redes de comércio como a Havan) e mercado financeiro ao defender que a população volte ao trabalho. Também sai às ruas e coloca em risco a população, ainda mais porque esteve em contato com pessoas infectadas como o reacionário General Heleno.

O seu pronunciamento em rede nacional, no dia 24 de março, deixou a maioria da população brasileira indignada, o que fez explodir os panelaços contra o seu discurso em todo o país.

O cálculo arriscado de Bolsonaro é tentar manter sua base de apoio o defendendo nas redes sociais, mas perde apoio entre eleitores que não estão a fim de arriscar as suas vidas e a de seus familiares.

Voltar à normalidade nesse momento é contribuir para aumentar a propagação do vírus, consequentemente, da contaminação e do aumento de casos graves. Universidades renomadas alertam que, no pior cenário e se medidas sérias não forem adotadas, podem ocorrer quase 500 mil mortes no Brasil.

Ficar em casa é um direito que a classe trabalhadora não pode abrir mão. É o direito à vida que está em jogo. Fazer o jogo de Bolsonaro e de seus apoiadores da extrema-direita é ser conivente com as mortes e com essa quantidade.

Contra Bolsonaro defendemos a quarentena geral, excetuando serviços essenciais, medida mais eficaz nesse momento para salvar vidas, já que não temos testes e leitos suficientes.

Obviamente, os trabalhadores não podem ficar desassistidos. Por isso, um plano de renda mínima para os mais vulneráveis também é uma medida urgente.

O que está em jogo é a proteção da vida e requer cuidados com a saúde, com a alimentação, com a higiene e com a moradia.

Mas, Bolsonaro não vai se desfazer da política de favorecimento aos banqueiros e grandes empresários por causa da pandemia. Inclusive, vem tentando reduzir nossos salários e conta com o apoio de Rodrigo Maia e de governadores, sabemos que para atacarem os direitos dos trabalhadores/as não possuem diferenças. Ou seja, na hora da crise eles se unem, porque a ideia é deixar que uma parcela de trabalhadores/as morram.

Desobedeça Bolsonaro! Fique em casa! Renda mínima para todos!

De onde vem o dinheiro para garantir essa renda mínima?

Foi aprovado, na Câmara dos Deputados, um projeto que garante R$ 600 para trabalhadores/as informais, famílias com renda “per capita” abaixo de ¼ do salário-mínimo, inscritos no MEI (Micro Empreendedor Individual), entre outros casos. É um valor bem superior à proposta inicial de Bolsonaro e Guedes de R$ 200, mas insuficiente para atender as necessidades das famílias trabalhadoras.

Bolsonaro e Guedes protegem banqueiros, especuladores, demais ricos e dizem que não há dinheiro para aumentar esse valor. Isso é mais uma mentira. E para pagar o aprovado, entre muitas medidas citamos duas:

  1. Deixar de pagar a dívida pública. Só no ano passado consumiu mais de R$ 1 trilhão;
  2. Taxar as grandes fortunas. Estudo da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) aponta que é possível arrecadar R$ 272 bilhões se houver taxação de grandes fortunas. Considera como grande fortuna quem ganha mais de R$ 250 mil por mês; os 206 bilionários (só) que acumulam mais de R$ 1,2 trilhão em riquezas (20% do PIB brasileiro); e 1% das famílias brasileiras que detém metade da riqueza no Brasil (R$ 8 trilhões).

Com essas duas medidas, nenhuma família de trabalhadores ficará sem receber uma renda que possa minimizar ou impedir a fome e poderá enfrentar essa pandemia com alguma tranquilidade.

Mas, os ricos e bilionários, que enriqueceram às custas do nosso trabalho, querem que nós, classe trabalhadora, paguemos por essa crise. Não aceitamos e garantiremos a nossa vida, das mais diversas formas!

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