E se a COVID-19 fosse no Socialismo?

No capitalismo quando qualquer coisa é produzida, a maior parte já está destinada ao dono dos meios de produção, ou seja, várias pessoas produziram, mas só uma ou um pequeno grupo vai usufruir daquela riqueza produzida. Esse dinheiro fica no banco, vai para a especulação ou é gasto com coisas supérfluas e sem sentido.

No Socialismo a riqueza produzida é dividida na sociedade. Quem participou da produção da riqueza terá acesso à alimentação, moradia, serviços públicos (Saúde, Educação, Transporte, etc.). A jornada de trabalho será muito menor, pois a parte que antes era lucro do patrão não existirá mais.

Num primeiro momento haverá um salário, mas conforme a sociedade vai se desenvolvendo não será mais necessário, pois todos terão suas necessidades plenamente assistidas. Serão criados fundos para atender quem não pode trabalhar (crianças, deficientes, adolescentes e idosos, etc) que usufruirão das mesmas coisas. Também haverá um fundo para medidas de emergência como é o caso da COVID-19 ou algum desastre natural.

O irracionalismo capitalista dará lugar a uma sociedade planejada socialmente e de forma democrática. Se houver necessidade de hospital ou serviços de saúde (como seria o caso de uma pandemia) o principal esforço seria deslocado para resolver essa questão. Profissionais da Saúde e cientistas se dedicariam a atender essa demanda. O Socialismo é assim porque produz de acordo com as necessidades humanas e não para gerar lucro para uma minoria da humanidade.

O isolamento social seria eficaz porque todos teriam garantidos os seus meios de sobrevivência e a circulação do vírus diminuiria. Só essa medida já seria um grande passo no controle da doença. Mas, haveria outros.

A ciência ocupa um lugar de destaque na organização da sociedade socialista. Milhares de cientistas em laboratórios públicos e acessíveis dedicariam seus conhecimentos para o avanço de novas descobertas, desenvolvimento de medicamentos e tudo que fosse produzido seria destinado para toda a população. Não haveria o interesse do lucro para impedir pessoas de terem acesso a vacina ou a um medicamento.

O Sistema público de educação de qualidade, da pré-escola ao ensino superior, possibilitaria a formação de milhões de pessoas aptas ao exercício da ciência e todo o potencial humano seria direcionado para desenvolver formas de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No Socialismo não há nenhuma garantia de que não haverá tragédias ou manifestações da natureza que provoquem grandes danos, mas os efeitos seriam muito reduzidos, pois não haveria nem o lucro e nem a grande propriedade privada para impedir o a aplicação de um plano social de preservação da vida.

Ainda cabe mais uma observação importante que é a possibilidade de muitas dessas doenças desaparecerem da terra. Doenças causadas pela falta de saneamento básico (leptospirose, dengue, diarreia, etc), problemas que não existirão mais.

No socialismo na produção das necessidades humanas não haverá destruição da natureza, pelo contrário, a relação do ser humano com a natureza será de harmonia, preservando a fonte de nossa subsistência. Só esse aspecto já evitaria muitas das chamadas doenças zoonóticas (transmitidas por animais), as mais graves e ameaçadoras surgem onde as áreas naturais foram convertidas em áreas de cultivo, pastagens e áreas urbanas, como por exemplo, as transmitidas por morcegos e roedores animais que carregam muitos patógenos e estão cada vez mais próximos dos centros urbanos.

Não será um mundo sem problemas, mas certamente haverá novas formas sociais de enfrenta-los quando surgirem.