Eleições EUA 2020: Trump e extrema-direita podem ser derrotados, mas democratas não são alternativa para a esquerda

Introdução

As eleições norte-americanas ocorrerão em novembro desse ano. O desfecho do processo eleitoral de 2020 se dará em meio à maior crise da economia capitalista mais forte do mundo, desde o Crash da Bolsa de Nova York, em 1929. Esta crise foi reforçada pela pandemia do COVID-19, mas muitos economistas ainda entendem como desdobramento da chamada crise das hipotecas (2007/08), cujo remédio foi a injeção de trilhões de dólares de dinheiro público para salvar grandes corporações transnacionais. Há pouco mais de uma década dessa crise, o crescimento da economia norte-americana foi bastante tímido nos anos subsequentes para desembocar em uma situação econômica mais grave, aquilo que István Mészáros define como crise estrutural do Capital.

Dados recentes mostram uma queda recorde no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, de 9,5%, aproximadamente US$ 2,15 trilhões, em 2020. O Banco Central norte-americano (FED) prevê uma projeção média de retração do PIB de 6,5% do PIB em 2020. Já a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) previu em junho último contração econômica de 7,3% este ano na economia norte-americana.

A taxa de desemprego oficial, que era 3,5% em outubro de 2019, atingiu, no início de agosto de 2020, 10,2% da força de trabalho. Antes, chegou a 14,7% em abril, quando mais 26 milhões de trabalhadores se juntaram ao número total de desempregados – o índice mais alto nos EUA nos últimos 70 anos. Mais de 3,8 milhões de pessoas solicitaram o seguro desemprego, alcançando o benefício 30 milhões de pessoas. Os números reais do desemprego seriam bastante aumentados se fossem considerados os subocupados e os que desistiram de procurar ocupação por desalento. Reflexo do crescimento real do desemprego é que a população de rua norte-americana, em 2019, já chegava a quase 250 mil pessoas, antes da COVID-19.

Os números da saúde também são alarmantes nos EUA, em meio ao coronavírus, o que mostra a falência de décadas de um serviço de saúde todo privatizado: até fim de agosto foram mais de 6 milhões de casos confirmados de COVID-19 e mais de 183 mil mortos pela pandemia, o que dá aos EUA o nada honroso primeiro lugar no quadro dos países atingidos pelo coronavírus, tanto em número de contaminados como em número de óbitos, seguido pelo Brasil.

Mas, enquanto a população mais pobre padece, segundo o jornal The New York Times, algumas das empresas de saúde mais ricas dos Estados Unidos receberam bilhões de dólares em fundos dos contribuintes para ajudá-los a lidar com a perda de receita com a pandemia. Em contrapartida, sem dó nem piedade, estas empresas demitiram ou cortaram o pagamento de dezenas de milhares de médicos, enfermeiros e trabalhadores mal remunerados.

Por outro lado, a guerra comercial com a China, declarada em 2018, irá prosseguir, independente de quem ganhe a eleição, sejam os democratas, sejam os republicanos. O capital chinês teve a primeira queda do PIB em 40 anos com a COVID-19. Na acima mencionada previsão, a OCDE apontou que a economia chinesa vai ter uma queda anual do PIB em 2,6%, em 2020 e que a queda do Produto Interno Bruto Global este ano pode chegar a 7,6%, se ocorrer uma segunda onda da pandemia, hipótese nada improvável. Portanto, como já afirmado, a guerra comercial e a disputa de rapina pelo mercado entre o Capital ianque e o chinês se intensificará, em prejuízo às economias periféricas e à classe trabalhadora (inclusive a norte-americana), que já estão sendo chamados a pagar a conta da crise capitalista.

O movimento operário e os setores oprimidos e populares reagem aos ataques: das greves à explosão racial

Em razão de todo um quadro de crescimento da pandemia e de ataques às condições de vida, greves e protestos de trabalhadores norte-americanos, exigindo proteção contra o COVID-19, passaram a ocorrer com uma frequência cada vez maior nesses últimos cinco meses. Importante registrar que é um processo de lutas que já vem de algum acúmulo. O ano de 2018 registrou o maior número de greves no país desde 1986. E em 2019, professores, enfermeiros e motoristas de aplicativos como Uber, também construíram grandes manifestações.

Temos alguns exemplos do crescimento das lutas na classe trabalhadora da maior potência imperialista do mundo, dados negligenciados propositalmente pela imprensa burguesa. Em final de março, coletores de lixo em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, iniciaram uma greve selvagem. Quase ao mesmo tempo, dois terços dos operários do estaleiro Bath Iron Works (BIW), no Maine, recusaram-se a ir trabalhar depois de um trabalhador ter testado positivo para a COVID-19 no dia anterior. E no dia 31 de março, funcionários da Whole Foods, comprada pela Amazon, entraram em greve, por conta da falta de equipamento de proteção tanto para os empregados quanto para os clientes, sendo a primeira greve nacional da empresa, processo iniciado por 800 funcionários de um frigorífico da Whole no estado do Colorado.

Também trabalhadores do transporte público em Birmingham, Alabama, se recusaram a tirar os ônibus da garagem devido a preocupações com a COVID-19. E funcionários de uma fábrica de processamento de aves e suínos da Perdue em Kathleen, Geórgia, realizaram uma paralisação exigindo, entre outras coisas, condições sanitárias de trabalho. No mesmo período, ocorreu a greve de 10 mil trabalhadores pelo aplicativo da Instacart e da gigante de comércio eletrônico Amazon, em Nova York, que cruzaram os braços para chamar a atenção para o risco a que estão expostos.

Já funcionários dos armazéns da Amazon também pararam em Detroit e Chicago. Trabalhadores de lanchonetes como McDonald’s, Burger King, KFC, Checkers e Domino’s fizeram greve na Flórida, Califórnia, Missouri, Carolina do Norte e no Tennessee. O raio de ação dos protestos chegou às empresas como Family Dolar, Food Lion e postos de gasolina da Shell, geralmente à parte de movimentos grevistas. Funcionários de lojas de departamento aderiram em algumas cidades, assim como trabalhadores da construção civil, motoristas de ônibus e avicultores.

Além desses movimentos, trabalhadores dos correios do Brooklyn recusaram-se a trabalhar em uma instalação infectada e aconteceu uma onda de greves selvagens nas fábricas da Fiat Chrysler em Michigan e Ohio, passando por cima da burocracia sindical das indústrias montadoras, que insistiam para que os trabalhadores continuassem trabalhando. Ocorreram também greves históricas e protestos no Walmart, assim como a luta dos trabalhadores da saúde em todo o país.

À reação dos trabalhadores se somou o movimento popular. No mês de abril, avançou a chamada “greve de aluguéis”. Um terço dos inquilinos (aproximadamente 13,4 milhões de pessoas) tornou-se inadimplente em abril. Greves coordenadas contra o pagamento de aluguel na cidade de Nova York não são vistas desde a década de 1930, quando milhares de inquilinos no Harlem e no Bronx lutaram com sucesso contra o abuso de preços e a negligência dos proprietários ao se recusarem em massa a pagar o aluguel, uma resposta popular eficaz à grande crise de 1929.

Todo esse quadro de lutas de efervescência social antecedeu a explosão do movimento negro e popular, após o brutal assassinato do negro desempregado, o artista George Floyd, pela polícia branca de Minneapolis, Minnesota, em 25 de maio. Superando em muito os distúrbios que aconteceram em Los Angeles em 1992 (espancamento pela polícia local do motorista negro Rodney King e absolvição pela justiça norte-americana dos agressores, o que gerou protestos que ocasionaram 53 mortos), entre 15 e 26 milhões de pessoas foram às ruas, nos meses de junho e julho, nos Estados Unidos, o que os torna os maiores protestos da história dos EUA, com 30 mortos, milhares de presos e feridos, além de dezenas de monumentos e estátuas, símbolos racistas, derrubados . Os protestos deixaram o governo Trump na defensiva e se espraiaram para fora dos EUA, em cidades como Londres, Paris, São Paulo etc., culminando com uma greve pelas vidas negras em 20 de julho, quando ao meio dia, dezenas de milhares de trabalhadores em 200 cidades nos Estados Unidos participaram de paralisações e manifestações no trabalho e se ajoelharam durante oito minutos e 46 segundos, o tempo que George Floyd ficou sufocado, antes de morrer.

Uma eleição não tão democrática: apesar da existência de vários partidos, na verdade somente duas legendas disputam, Republicanos e Democratas

Um dos objetivos da democracia burguesa sempre foi o de desviar o processo de lutas e assim manipular os “debaixo” para que estes acreditem que os seus votos podem mudar. Longe de dizer que existe uma situação que ameace o maior capitalismo do mundo, é fato que existe um momento como há muito tempo não se via nos EUA, pois se juntou a onda de greves com o boicote popular contra o pagamento dos aluguéis e os protestos contra o racismo, envolvendo os negros, que juntamente com os latinos, são os segmentos da população mais explorados pelo capitalismo norte americano, que reserva aos mesmos os piores empregos e salários.

Historicamente, os fatos comprovam esse papel eficaz da principal democracia burguesa do mundo, com os democratas cumprindo um papel fundamental de bombeiro preventivo para evitar um incêndio social. Franklin Delano Roosevelt, com o seu “New Deal” em meio à Grande Depressão dos anos trinta, foi eficaz neste sentido. Depois, Jimmy Carter, após a grande derrota de Richard Nixon e do exército norte-americano no Vietnã revolucionário nos anos setenta, seguiu as pegadas de Roosevelt, com a sua política dos “direitos humanos”, nos anos setenta. Dessa forma, os democratas procuraram canalizar em torno da sua política toda a demanda reprimida demonstrada nos anos sessenta e setenta, nos protestos antirracismo que culminaram nos assassinatos de lideranças negras como Martin Luther King e Malcolm X e criminalização dos Panteras Negras; a rebelião do movimento LGBT em Stonewall em 1969 e a luta das mulheres pelo direito de decidir sobre o seu corpo e contra o machismo nesse período.

Já Barack Obama, no final da década passada, foi uma “modernização” dessa política dos democratas. Ele chegou ao poder para revigorar a confiança na “maior democracia do mundo”, sendo o primeiro negro eleito, em meio aos estragos e Recessão provocados pela super-crise das hipotecas, em 2008. E Obama emplacou um segundo mandato, em 2012, no contexto dos protestos sociais como “Ocupem Wall Street” (2011), reforçando o mesmo discurso. Tentou nos seus governos implementar políticas reformistas, como a tímida Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, chamado de Obamacare. Obama também iniciou um processo de normalização das relações externas com Cuba, sem suspender o bloqueio econômico, mas ao mesmo tempo foi presidente que mais interviu militarmente em regiões do planeta (Síria, Paquistão, Líbia, Iraque).

Portanto, não é gratuito que nesta eleição, que o candidato do Partido Democrata Joe Biden escolheu para candidata à vice-presidente na sua chapa, Kamala Harris, uma mulher negra, que antes disputou com ele a indicação do Partido Democrata, com o objetivo de capitalizar os protestos multitudinários antirracismo de junho e julho. Sem dúvida, os democratas, nas últimas décadas, têm sido muito melhores bombeiros do que os republicanos.

Mas, vejamos como funciona a eleição da “maior democracia do mundo”. Mesmo não tendo a obrigatoriedade do voto, o rito da eleição norte-americana é por via indireta, a partir da conformação dos colegiados eleitorais estaduais. A quantidade de delegados varia conforme a população de cada estado, totalizando 538 delegados em todo o país. O novo presidente deve obter a maioria dos votos, ou seja, pelo menos 270 delegados. Para chegar a essa conta não é simples: na maioria dos estados, a exceção de Nebraska e Maine, o vencedor é quem contabiliza o voto de todos os delegados. Explicando: o vencedor leva todos os delegados de um estado, mesmo que ele tenha tido maioria apertada, não se respeitando a proporcionalidade no processo. É por isso que o presidente norte-americano pode ser eleito sem conseguir a maior parte dos votos diretos. Basta que ele seja vitorioso em estados com grande número de delegados.

Ao contrário do que muita gente pensa, os EUA não têm apenas dois partidos. A legislação norte-americana permite a existência de uma série deles. Na verdade, são mais de 70 grupos registrados, muitos deles atuantes somente em escala regional. Temos também partidos mais ideológicos como o Partido da Liberdade Cristã, o Partido Comunista, o Movimento Nacional Socialista (defensor do nazismo) e outros defensores de pautas específicas como o Partido da Nutrição e o Partido da Maconha. Porém, são agremiações partidárias bem marginais ao centro do processo eleitoral norte-americano.

Participam também do processo eleitoral legendas maiores como a do Partido Libertário, o terceiro maior partido dos Estados Unidos, com cerca de 411 mil filiados, que tem como filosofia a defesa de um Estado Mínimo, com poucas regras e intervenções, defendendo também que o governo não deve interferir em questões como o aborto, orientação sexual, posse e consumo de drogas de uso pessoal, ou mesmo baixar leis sobre prostituição. Outra legenda com algum peso é o Partido da Constituição, que tem aproximadamente 360 mil filiados, que tem como base fundamentos bíblicos e valores conservadores. E há também o Partido Verde, com seus 248 mil filiados, que tem no programa a defesa da igualdade de direitos, combate ao racismo, à homofobia e luta pela preservação dos recursos ambientais.

Porém, de fato, apenas dois têm força real para competir nas eleições presidenciais, os partidos Republicano e Democrata. O partido Republicano representa a parcela mais tradicional e conservadora da população dos EUA. O partido surgiu em 1854 e uma das suas principais bandeiras era o combate à escravidão. Em 1860, conseguiu eleger seu primeiro presidente, Abraham Lincoln, que ficou famoso por defender o fim da escravidão nos Estado Unidos sendo assassinado por isso. Após a Segunda Guerra Mundial, os Republicanos tiveram como sua principal bandeira ideológica o combate ao comunismo. O partido hoje conta com maioria no Congresso e no comando dos estados, tendo elegido 28 dos 50 governadores atuais. E tem penetração social na população branca e religiosa, defensora do capitalismo.

Já o Partido Democrata é o mais antigo dos EUA, tendo sido fundado em 1833 por estados do sul e apoiadores da escravidão. Era mais “à direita” que os republicanos. Esse cenário mudou um pouco antes da Segunda Guerra Mundial, quando Franklin Delano Roosevelt assumiu a liderança dos Democratas com a política do New Deal, após a quebra da Bolsa de Nova York em 1929 e a grande depressão na década de trinta. Tem assumido pautas como a defesa de minorias, como os latinos, e igualdade racial, mas também é o partido do grande Capital financeiro, como o seu rival, o Republicano.

Trump X Biden: duas frações do grande Capital em disputa

O candidato dos Republicanos é o atual presidente Donald Trump. Antes de assumir a presidência, atuava como empresário e personalidade em grandes eventos e programas de televisão, a exemplo do reality show “O Aprendiz”. Trump é uma figura que conquistou a confiança de eleitores mais conservadores e que se elegeu em 2016 com propostas reacionárias como a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México, a fim de impedir a passagem de imigrantes ilegais e contou, em sua vitória, com a manipulação de redes sociais com a proliferação de fake news. Foi orientado por Steve Bannon, guru também da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

O candidato republicano à reeleição tem sustentado seu suporte na luta contra “regimes socialistas” da Venezuela e de Cuba, a defesa da conclusão do muro na fronteira com o México e da expulsão de imigrantes que entrarem nos EUA de forma ilegal. Apoia o porte de armas de cidadãos norte-americanos e, em um país que não tem um sistema de saúde universal, como o SUS brasileiro, segue defendendo a continuidade de uma saúde privatizada.

Já o candidato dos Democratas, Joe Biden, foi vice-presidente durante o mandato de Barack Obama, de 2009 a 2017. Biden foi favorecido pela renúncia nas convenções dos Democratas do “socialista” Bernie Sanders, que passou a lhe apoiar, após derrotas que teve em primárias importantes dos Democratas, mesmo com as pesquisas apontando que num confronto com Trump, Sanders o derrotaria pelo placar de 55% a 40%. Unificando a base dos democratas em torno do seu nome, Joe Biden tem defendido uma saúde também privatizada, mas a partir de “valores mais acessíveis”. Também diz defender um aumento das “medidas de proteção” a trabalhadores mais vulneráveis, como aqueles que atuam na indústria de fast-food.

A três meses da eleição, as pesquisas apontam a vitória de Biden sobre Trump. Porém, essas pesquisas estimam a quantidade de votos, e não de delegados, o que pode levar a equívocos, como os que ocorreram em 2016, quando este tipo de pesquisa de opinião apontava para a vitória da democrata Hillary Clinton sobre Trump. Elas não tomam por base o fato de a eleição ser indireta e fatores extra eleições, como a manipulação de redes sociais feita pela campanha dos republicanos em 2016. Analistas norte-americanos apontam que mesmo levando em conta o favoritismo de Joe Biden nas pesquisas, fatores extra eleições novamente podem ocorrer, se aproveitando inclusive da pandemia, o que levará muitos eleitores a votarem pelo correios, sendo este serviço atingido propositalmente com vistas a influenciar o resultado eleitoral de novembro.

Tudo farinha do mesmo saco

Por fim, muitos lutadores no Brasil e no mundo tem aguardado o resulto do pleito norte-americano, torcendo para derrota do candidato de extrema-direita Donald Trump e pela vitória de Joe Biden, como se existisse um “mal menor”. Até a professora negra e filósofa comunista Angela Daves, grande lutadora social e ex-Pantera Negra (o que levou ao seu encarceramento em 1970) declarou o seu apoio a Biden e Kamala.

Sem dúvida, a derrota dos republicanos enfraqueceria internacionalmente essa fração do Capital mais à direita. Por exemplo, Jair Bolsonaro, que tem copiado no Brasil o estilo Trump com declarações conservadoras e provocativas e que mendiga desde 2019, o apoio dos EUA a entrada do Brasil na OCDE, ficaria sem o suporte dos republicanos no governo da maior economia do mundo.

Porém, independente dessas expectativas, o fato é que tanto republicanos como democratas, divergem “no varejo”, mas não divergem “no atacado”. Ou seja, com qualquer um deles no governo, a conta da crise econômica nos EUA, aprofundada pela crise da COVID-19, será jogada nas costas dos trabalhadores e das trabalhadoras, dos pobres, dos negros, dos latinos, da juventude. E tome mais retirada de empregos, direitos e precarização do trabalho. Já a guerra comercial com a China se prolongará sob qualquer gestão e o Brasil, com certeza, será afetado com o aumento de taxas no comércio entre os dois países e a diminuição de produtos brasileiros importados pelos EUA.

Em resumo: diante desse quadro, a esquerda brasileira e de todo o mundo deve sinalizar aos trabalhadores e trabalhadoras, que Trump e Biden são farinha do mesmo e que não podemos cair no canto da sereia “do menos pior” e sim somente apostarmos na nossa organização, para assim aprofundarmos as nossas lutas, única forma de barrarmos os ataques do imperialismo.

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