A mentira da independência do Brasil

Enquanto todos os países da América Latina conseguiram suas independências enfrentando militarmente os colonizadores, o Brasil conseguiu de forma comprada, com o Tratado de Paz e Aliança, e pagou uma indenização de $2 milhões de libras esterlinas. Esse pagamento aconteceu por empréstimo junto ao banco N. M. Rothschild no valor de $3,68 milhões de libras em 1824. E outro no valor de $1,4 milhão de libras em 1825.

Essa sucessão de empréstimos serviu para financiar desde o casamento das filhas de D. Pedro II (princesas Isabel e Leopoldina) até as regalias da burguesia nacional. Também garantiu privilégios de militares nas guerras financiadas pelo imperialismo inglês como a Guerra da Cisplatina, do Paraguai, da Bolívia, do Peru, etc.

E o povo sempre pagou a conta. Os empréstimos internos e externos têm marcado a trajetória do Estado brasileiro, consomem atualmente quase metade do Orçamento e tiram dinheiro da Saúde, Educação e outros serviços públicos para alimentar banqueiros e especuladores.

Independência?

Essa falsa Independência de 1822 manteve a escravidão, não alterou a estrutura agrária brasileira, serviu para fortalecer ainda mais os invasores de terra, deu a cada proprietário privado uma patente de coronel e o direito de formar milícias locais. Com isso seguiram assassinando indígenas, escravizados e esmagando oposições da classe trabalhadora.

E o fim da colonização portuguesa não representou a independência econômica e política do Brasil perante Portugal e potências mundiais, foi sucedida pela dependência à Inglaterra, EUA e agora China.

 

Bolsonaro e a burguesia brasileira lambem a bota do imperialismo

Bolsonaro e o bolsonarismo não querem a independência do Brasil e até intensificam a dependência do país ao capital estrangeiro.

Esse governo representa a completa subordinação e alinhamento aos interesses do imperialismo estadunidense e grandes capitalistas estrangeiros como tem se dado na destruição da Amazônia; nas privatizações das estatais (Petrobrás, Eletrobrás, Correios, CEF, etc.); no desmantelamento da ciência e tecnologia; na destruição do parque industrial, etc.

O governo Bolsonaro é a “abertura da porteira” para os interesses de grandes transnacionais do agronegócio, da produção de commodities e das grandes corporações financeiras. Mas, a verdade precisa ser dita: não é só Bolsonaro que lambe as botas do imperialismo. A história da burguesia brasileira é de completa dependência e submissão aos interesses da burguesia imperialista

 

Independência do Brasil como ação da classe trabalhadora

Somente a classe trabalhadora poderá realizar a verdadeira independência do Brasil com uma revolução política de alma social para levar à frente a independência/emancipação nacional-internacional ao capital.

As riquezas existentes no Brasil e na América Latina não podem ser privatizadas e precisam, com urgência, ser preservadas, partilhadas e divididas entre quem realmente produz a riqueza: trabalhadoras e trabalhadores.

Só a Revolução Socialista vai conquistar a verdadeira Independência do Brasil, destruir os mitos reacionários da burguesia, dos partidos da ordem e das relações de produção burguesas assentadas na exploração do trabalho assalariado.

A emancipação da classe trabalhadora só pode ser tarefa das próprias trabalhadoras e trabalhadores! Abaixo os mitos da burguesia!

 

Para garantir a Independência Nacional

As nossas conquistas não são com eleições, somente com lutas e Greve Geral podemos caminhar para um governo da classe trabalhadora:

-Fim das remessas de lucros para as multinacionais estrangeiras! Reforma Agrária com desapropriação do latifúndio, do agronegócio e com terras para o povo plantar! Respeito aos territórios indígenas!

-Reverter a venda da Petrobrás e da Eletrobrás para garantir a soberania energética!

– Fora Bolsonaro e todo o seu governo, representantes da dependência e obediência aos imperialistas!

 

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