O desenvolvimento industrial capitalista legou para toda a humanidade, fauna, flora, rios e florestas uma herança de aquecimento do globo, degelo dos polos, aumento do nível do mar, extinção de espécies de animais e plantas. Além de guerras que sustentam a catástrofe e aumentam a destruição.
Colapso ambiental pelo mundo
O efeito estufa é natural, são os gases que o produzem e mantêm a Terra habitável. É o aumento da emissão desses gases (poluição, atividade industrial descontrolada, etc.) é que provoca o aquecimento global, este sim um problema grave. E é no Brasil onde mais sentiremos as altas temperaturas, juntamente a Laos, Sudão do Sul, República Centro-Africana e Nigéria.
Em janeiro de 2026 o ciclone Harry devastou o sul da Itália, especialmente a Sicília e a Calábria. Logo em seguida, a tempestade Ingrid causou ventos e nevasca em Portugal e Espanha e a tempestade Kristin matou 5 pessoas em Leiria, Portugal. Na Rússia, pessoas ficaram presas em suas casas devido ao volume de neve, anormal.
Na gelada Patagônia, a temperatura chegou a perto de 40° no fim do ano passado. As populações sofrem por terem de lidar com fenômenos com os quais não estão acostumadas. Em Nova Iorque a temperatura chegou a 40ºC negativos.
Esse quadro é a expressão do colapso ambiental que o mundo está presenciando. Colapso ambiental é mais que uma crise climática, são várias crises ambientais que se encontram. E os pobres (classe trabalhadora, indígenas, quilombolas, negros) são os mais vulneráveis e penalizados, pois vivem em condições mais precárias. Esse é o sistema capitalista.
Os bombardeios israelenses sobre Gaza, que aumentou terrivelmente desde outubro de 2023, por exemplo, joga poluentes no ar colocando-o acima de 100 nações no ranking anual de emissão de gases de efeito estufa. Além da fome extrema à qual os palestinos estão sendo submetidos, as fontes de água potável diminuíram.
As consequências do colapso ambiental no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro iniciou 2026 com alerta de ressaca em toda a sua orla. Um turista adolescente desapareceu no mar e o número de resgates de afogamentos foi elevado. Logo após esta, nova ressaca. Nos últimos anos tem sido assim: episódios do mar invadindo ruas em Itaipuaçu (Maricá) e Leblon, zona sul carioca.
Outro impacto do colapso ambiental constante e que aterroriza o Rio de Janeiro é o calor. A sensação térmica já chegou próxima a inacreditáveis 62,5°. As sucessivas ondas de calor mostram como a temperatura média está muito acima de outros lugares.
A população de rua sofre com a política de higienização fascista: na capital, chafarizes são desativados para evitar o banho e não há bebedores públicos. É comum haver pessoas pedindo um copo de água, coisa que lojistas negam. Pelos efeitos do excesso de calor no corpo, os serviços de saúde superlotam.
Nos últimos dias as chuvas alagam ruas e avenidas, invadem casas e ameaça as moradias mais precárias.
Nos últimos 60 anos, em algumas regiões do Brasil, a temperatura já subiu 3 graus. Devido à intensa urbanização, o Rio de Janeiro é um dos lugares onde a temperatura subiu mais, com constante sensação de abafamento. Esse é o Rio de Janeiro em tempos de colapso ambiental.
Mais uma pauta de luta…
Água como direito de todos é uma exigência que a classe trabalhadora precisa fazer. Em cidades europeias a água potável chega em qualquer pia, mas os vulneráveis em suas ex-colônias são privados dela.
É urgente que a classe trabalhadora fluminense se organize cobrando protocolos de segurança. Uma solução seria a instalação de climatizadores nas salas de aula, amenizando os efeitos para professores e alunos e nos dias de calor extremo.
O desafio diante da classe trabalhadora é grande: exigir que trabalhos ao ar livre não sejam executados nos horários de calor extremo, que quando o deslocamento for perigoso se possa alterar a entrada ou saída do trabalho, que os transportes públicos circulem mais, com menos passageiros e climatizados.
Nas praias cariocas, ao final de 2025, houve divulgação de protocolo de segurança para banhistas e praticantes de esportes ao ar livre. Porém, ambulantes e guardadores de automóveis, atividades extremamente precarizadas, ficam expostos ao sol forte para ganhar algum dinheiro.
Que as escolas públicas e universidades cuidem de seus estudantes: oferecendo alimentação leve, água, ambientes ventilados e cuidados em caso de exaustão térmica. Mas a realidade atual são salas de aula quentes e lotadas.
Todas estas exigências são apenas paliativas. É necessário um novo sistema. A produção industrial desenfreada do capitalismo vai levar o planeta à morte.




