Do início ao fim de Dezembro/2025, a categoria Petroleira organizou e construiu a maior Greve Nacional nos últimos anos.
As reivindicações básicas? Reajuste real do salário; Plano de cargos, carreira e salários; redução da jornada; melhoria das condições de trabalho; garantia de direitos dos aposentados.
A proposta inicial da Petrobrás e do governo? Reajuste de 0,5% e sem reposição das perdas; aumento da jornada; nenhum diálogo com aposentados; privatização da PBio.
Depois de várias tentativas de diálogo com a empresa e sem insistir em teimar com a maioria da direção conciliadora da FUP, Petroleiros e Petroleiras tiramos as luvas, arregaçamos as mangas, fomos para a greve e enfrentamos o governo, a presidente da Petrobrás e os acionistas.
A negativa da Magda Chambriard em atender a categoria e o descaso do governo Lula com a greve e com as reivindicações dos Petroleiros sacudiram os bolsos dos que exploram toda a riqueza produzida por nós.
Esses que lucram com toda a produção da Petrobrás, nesse mesmo mês, estavam acertando as datas para o recebimento dos ganhos de mais de R$ 12 bilhões.
A disposição de luta da categoria (como em MG, Litoral Paulista, RJ, Norte Fluminense, Caxias, ES, CE, PI) demonstrou que as duras lutas e a força das greves ainda são as únicas formas da classe trabalhadora dizer que não aceita “produzir muito e receber pouco”.
A adesão, construção e união na greve, além de mostrar a nossa insatisfação com a perda de direitos e a falta de reajuste salarial, provaram que a luta é coletiva e independente de qualquer governo. E que a luta deve ser encabeçada pelos próprios Petroleiros/ Petroleiras, sem se submeter às direções sindicais pelegas que “jogam a toalha”, “correm no primeiro tapa na mesa”, freiam as lutas e acabam com as greves.
Essa greve também contou com a solidariedade de outros trabalhadores/ trabalhadoras que sabem que se juntarmos a nossa força de trabalho com a nossa união poderemos derrubar grandes empresários, acionistas e os ladrões da riqueza nacional.
Entendemos também que a nossa unidade de ação na construção das duras lutas com consciência de classe trabalhadora poderá conquistar direitos, emprego, Saúde, Educação, moradia e com preservação ambiental. E poderá impedir, na luta, a produção que destrói vidas e o meio ambiente para bancar acionistas e sustentar os altos lucros.
E ficou evidente que a FUP, a Petrobrás e o governo Lula fingem não saber que sem as fortes greves das categorias, sem as mobilizações e sem os movimentos de lutas da classe trabalhadora não vai ter transição energética, biocombustível, parque de refino, processamento de gás, etc., com a preservação ambiental e da vida no planeta; não vai ter a derrota da extrema-direita e do imperialismo; nem vai ter a garantia da soberania nacional.
A disposição de luta da categoria petroleira não acabou!
Conquistar as reivindicações da Categoria e construir as lutas com toda a classe trabalhadora, essa é a nossa pauta para próxima Eleição Sindical da Categoria Petroleira!



