Cuidado com quem andas!

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), de histórico conservador, ouviu e aplaudiu, em 28 de abril de 2022, a Internacional Comunista, música identificada com movimentos socialistas e comunistas que fala sobre trabalhadores tomarem o poder e dividirem a riqueza. A canção diz “bem unidos façamos nessa luta final uma terra sem amos, a internacional” e “logo verá que as nossas balas são para nossos generais”, entre outras palavras de ordem.

Alckmin estava no palco do Congresso Constituinte da Autorreforma do PSB, partido ao qual filiou-se em 23 de março para ser vice na chapa em que Lula (PT) concorrerá à Presidência da República. O petista também compareceu. A música foi tocada nesse evento, depois do Hino Nacional. Alguns dos políticos que cercavam Alckmin na solenidade cantaram. O ex-governador não o fez. Olhou para baixo, sorriu em diversos momentos da execução e aplaudiu ao final. Ele disse que se sentiu à vontade com a execução do hino. “A social-democracia também teve origem na luta social. ”, declarou.
Geraldo Alckmin já foi quatro vezes governador de São Paulo pelo PSDB. É um político burguês, da direita, que sempre governou para os ricos. É um inimigo declarado dos trabalhadores e do povo pobre. Sempre impôs uma política higienista, de segregação social, bem típica dos governos tucanos. Relembremos alguns fatos:

– em 2012, quando era governador de São Paulo, Alckmin autorizou a expulsão de 1,5 mil famílias do Pinheirinho, que desde 2004 ocupavam um terreno abandonado na cidade de São José dos Campos (SP), utilizado para fins de especulação imobiliária pelo empresário corrupto Naji Nahas;

– em 2014, os metroviários realizaram a maior greve da história da categoria contra a política de sucateamento e de privatização do metrô de São Paulo pelo governo de Alckmin. A tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada para reprimir os grevistas e 37 metroviários foram demitidos;

– em 2015, trabalhadores da Educação realizaram uma longa greve, com mais de 90 dias de paralisação. Geraldo Alckmin se negava a negociar, dizia para a imprensa que a greve não tinha o menor sentido e descontou os dias parados nos salários dos trabalhadores.

Alckmin também amarga denúncias de corrupção envolvendo desde as obras do Rodoanel e do trensalão do metrô até a máfia da merenda nas escolas públicas.
Fica o alerta: com um histórico como este, a nós trabalhadores só resta nos prepararmos para as lutas que certamente se farão necessárias nos próximos anos.