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Home Internacional

Um genocídio de 1000 dias: A máquina israelense-sionista de matar segue ativa

14 de julho de 2026
in Internacional
Fotografia de Gaza destruída. Em primeiro plano um homem sentado sobre os escombros, olhando para o chão.
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Não é novidade Israel não cumprir acordos de cessar-fogo e resoluções da ONU quando não estão de acordo com seus interesses. E assim segue na Palestina.

Mesmo com o cessar-fogo, Israel não parou de atacar Gaza. Já são mais de mil dias que a máquina israelense de matar segue bombardeando, derrubando escolas e hospitais, assassinando médicos e jornalistas em Gaza e enchendo as prisões e centros de tortura de prisioneiros palestinos (incluindo milhares de crianças e jovens).

Como em todo o genocídio, além dessas ações militares diretas, as forças de ocupação sionistas seguem com outras medidas que também levam à morte, como limitando ou mesmo proibindo a entrada de caminhões com ajuda humanitária, destruindo as zonas de plantio e as fontes de água potável e impedindo a chegada de energia elétrica em Gaza.

Os dados que comprovam ainda mais o genocídio

Conforme a pesquisa do Pew Research Center realizada no início desse ano, em 36 países, em média, 67% dos adultos têm uma visão desfavorável de Israel.

Não é por menos que Israel é um dos países mais odiados pelo mundo, em que pese o silêncio da mídia e a omissão covarde da maioria dos governos sobre o que está acontecendo em Gaza.

As mortes e as mutilações de palestinos continuam todos os dias, seja por meios militares diretos ou indiretos – como consequências desses ataques.

-Sobre o número de palestinos mortos só há uma certeza: são subnotificados, ou seja, os reconhecidos são muito menores do que a realidade. Oficialmente são 73.066 palestinas mortas em ataques das Forças Armadas de Israel (IDF). Há outros milhares debaixo dos escombros da cidade que foi totalmente destruída. As estimativas indicam que pelo menos outras 10 mil pessoas estejam soterradas.

Em janeiro de 2026, Israel chegou a reconhecer que mais de 71 mil pessoas haviam sido mortas por conta dos ataques. Reconheceram não por honestidade, mas porque é um dado menor do que o dado real e essa “quantidade menor” de mortes o favorece. Até mesmo “o insuspeito” jornal The Economist afirmou que a quantidade de mortos variava de 77 mil a 109 mil.

Há estudos, como o publicado por Richard Hil e Gideon Polya, concluindo que o número real de mortes, até 25 de abril de 2025, era de 680 mil (136 mil por violência e 544 mil por privação). Isso quer dizer 28% da população de Gaza no pré-guerra que era de 2,4 milhões. Desse total, 479 mil são crianças (das quais, 380 mil com menos de cinco anos de idade), no 63 mil mulheres e 138 mil homens.

Outras centenas de milhares de pessoas ficaram feridas.

Para eles os números “devem incluir não apenas aqueles mortos por violência direta, mas também fatalidades resultantes de privação imposta”. É o mesmo critério para apurar, por exemplo, o número de mortos na II Guerra Mundial, quando a maioria morreu em decorrência dos ataques militares.

Outro dado indicando um número de mortos muito além das cifras oficiais é o fato de simplesmente milhares de palestinos terem simplesmente desaparecidos por conta do uso de armas térmicas e termobáricas -também chamadas de bombas de vácuo ou de aerossol- capazes de gerar temperaturas superiores a 3.500 graus Celsius que literalmente “derrete” as pessoas.

– As crianças são um dos alvos preferidos dos sionistas. E é um alvo consciente, pois, para eles, matar as crianças é evitar que no futuro um adulto resista à ocupação israelense. Além das centenas de milhares de mortes, mais de 44,5 mil crianças foram feridas e 60 mil perderam um ou ambos os pais.

-As forças armadas israelenses lançaram sobre Gaza mais de 223 mil toneladas (ou 223 milhões de quilos). Só no dia de 19 de outubro, num domingo, quando já havia o cessar-fogo, Netanyahou admitiu que foram despejadas 153 toneladas (153 mil quilos!) de bombas sobre Gaza.

– Outra arma de guerra israelense é submeter o povo israelense à privação de alimentos, ou seja, à fome. O bloqueio de caminhões com ajuda humanitária é apenas uma parte dessa perversidade. Segundo dados da ONU de agosto de 2025, mais de meio milhão de pessoas em Gaza estão passando fome. Mais de 640 mil pessoas estão enfrentando níveis profundos de insegurança alimentar. Mais de 100 mil crianças com menos de cinco anos estão sujeitas à desnutrição por falta de alimentação.

– Israel impede o acesso aos alimentos e também à água. A ONU, a União Europeia e o Banco Mundial já reconheceram que a quase totalidade da infraestrutura de água e saneamento básico (usina de dessalinização, poços e redes de esgoto) foi destruída ou sofreu danos profundos. É uma cena comum militares israelenses atirarem contra caminhões-pipa e destruírem poços artesianos, fontes de água fundamentais para dezenas de milhares de pessoas.

– A covardia sionista apareceu também na destruição da infraestrutura de Gaza. Os hospitais foram destruídos e mais de 1.700 profissionais de saúde foram mortos e com isso todo o sistema de saúde entrou em colapso, até mesmo os programas de vacinação ou funcionam precariamente ou foram interrompidos, abrindo caminho para vírus que já estavam controlados. Essa é mais uma parte do genocídio praticado por Israel.

-Nessa política de genocídio a destruição do sistema escolar é outro dos principais alvos de Israel. Cerca de 90% das escolas foram destruídas (muitas com as crianças dentro) ou com danos severos na estrutura. Mais de 60% das crianças em idade escolar não têm acesso ao ensino presencial e o retorno está distante, pois os prédios escolares foram derrubados. O ensino superior também foi desmantelado com 22 dos 38 campi completamente destruídos e outros 14 tiveram vários tipos de danos.

Sionismo e nazismo: mentir muito sobre um assunto até que ele se torne verdade

Israel e o sionismo estão realizando uma campanha global para “limpar a sua barra” e tentar desconstruir a imagem negativa que se formou pelo mundo sobre suas ações. Para isso montaram uma extensa rede de propaganda, financiando “influenciadores” para falarem bem de Israel, fundam e financiam ONG’s com milhares de agentes circulando pelo mundo “defendendo Israel”. Um desses agentes é o brasileiro André Lajst, sionista e presidente StandWithUs no Brasil, uma ONG que atua em vários espaços em defesa do regime genocida israelense. Também financiam parlamentares para defenderem propostas do sionismo nos parlamentos, como são os casos de Tabata Amaral (PSB) e Jacques Wagner (PT), ambos defensores de um projeto de lei que criminaliza a crítica ao Estado sionista de Israel.

E um dos temas (ou mentiras) que mais preferem é associar o antissionismo ao antissemitismo (absurdo porque até mesmo setores do judaísmo tratam o sionismo como uma doutrina contrária aos preceitos religiosos do judaísmo).

Não é só contra gaza, é contra o povo palestino

Tomar Gaza e expulsar os palestinos é só uma parte do plano de Israel. Também querem expulsar palestinos da Cisjordânia ocupada e de Jerusalém. Esse é objetivo do sionismo, construir a “Grande Israel”.

E o que explica as atrocidades que estão sendo cometidas pelos israelenses na Cisjordânia. Mas, esse é um tema para a próxima nota política.

Segundo a OCHA, entre 7 de outubro de 2023 e 28 de março de 2026, 1.073 palestinos – pelo menos 233 deles crianças – foram mortos na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Destes, 27 foram mortos desde o início de 2026. Forças israelenses atiraram e mataram uma criança palestina no acampamento de Dheisheh em 27 de março durante uma operação de busca. Isso marcou a oitava morte infantil palestina na Cisjordânia ocupada desde o início de 2026.

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