Essa campanha sionista de tentar enquadrar antissionistas como antissemitas, encabeçada pela deputada financiada pela Fundação Lemann, Tábata Amaral (em conluio, no início, com Heloísa Helena (REDE), 6 deputados petistas e deputados de direita como Kim Kataguiri), é uma forma grosseira e mau caráter de distorcer a discussão.
Nessa onda, agora vem a jornalista sionista de O Globo, Cora Ronai, dizer que o restaurante Partisan incorreu não em antissemitismo e sim em xenofobia (quando o mesmo colocou um cartaz dizendo que cidadãos norte-americanos e israelenses não eram bem-vindos) e que xenofobia também é crime.
Daqui a pouco gritar “Fora o imperialismo americano!” e “Abaixo o Estado sionista de Israel” será considerado xenofobia, antissemitismo. É onde de fatos eles querem chegar, mais uma criminalização do movimento de resistência.
Não custa lembrar que o grande pensador revolucionário alemão, Karl Marx, de família judia, era contra a formação do Estado Nacional judeu, conforme a sua obra “A Questão Judaica”. Seu companheiro de estrada e militância, Friederich Engels, também de família judia, tinha o mesmo posicionamento.
A revolucionária Rosa Luxemburgo, polaca-alemã de família judia, encarava o sionismo como uma utopia reacionária e colonialista. Rosa acabou sendo assassinada em 1919, por integrantes dos Freikorps (corpos livres), milícias de extrema-direita paramilitares, futuros integrantes das forças de repressão nazistas.
O posicionamento de Rosa era semelhante ao do revolucionário russo, Leon Trotsky, de família judia. Este previu a perseguição nazista aos judeus, mas criticou o sionismo por separar os judeus da luta de classes internacional e por depender do imperialismo, considerando o Estado Nacional uma “miragem trágica”.
Inclusive, na direção do partido bolchevique, responsável pela maior revolução da história da humanidade, sete proeminentes integrantes eram judeus: Trotsky, Adolph Yoffe, Zinoviev, Kamenev, Sverdlov, Sokolnikov e Uritsky. Todos eles eram antissionistas, mas nunca antissemitas.
Na verdade, o sionismo surgiu no final do século XIX como uma ideologia nacionalista, em um contexto onde o marxismo e o internacionalismo socialista ganhavam força entre os judeus europeus.
Tudo está muito mal intencionado nessa campanha porque a imagem do Estado de Israel, depois dos massacres dos palestinos na Faixa de Gaza, no Líbano e no Irã, está insustentável e difícil de defender.
Por fim, mais uma vez, vamos gritar, em alto e bom som: “Abaixo o Estado Sionista de Israel! Viva o povo palestino! Israel e EUA tirem as patas da Faixa de Gaza, do Líbano e do Irã!”



