Existe um Estado que ocupou outro Estado e matou dezenas de milhares de palestinos (sendo a maioria mulheres e crianças); que descumpre várias resoluções da ONU; que pratica genocídio e é repudiado por vários países, inclusive pelo governo brasileiro; que impediu a chegada de alimentos e água em Gaza, ampliando a fome a morte dos palestinos e que seu líder foi condenado a prisão pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Esse Estado é Israel, hoje governado pelo sionismo mais reacionário.
Por essas e outras várias questões, inclusive porque o Estado brasileiro é signatário do tratado que fundou a ONU e o Tribunal Penal Internacional e cujas deliberações têm força legal no Brasil, quem deveria ser condenado pelo Judiciário brasileiro (que se diz defensor da democracia) era o Estado de Israel.
Mas, a Juíza da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, resolveu condenar José Maria, presidente do PSTU e histórico ativista do movimento social brasileiro, por prática de racismo. Ou seja, foi condenado exatamente quem denuncia esses crimes e esse Estado; quem combate as práticas desse Estado; quem denuncia os crimes contra a humanidade praticados pelo Estado sionista. É como condenar alguém por criticar o genocídio praticado pelo nazismo.
Sionismo e judaísmo
O sionismo, o setor reacionário e fundamentalista que está à frente do Estado de Israel. É um movimento político, bem diferente do judaísmo que é uma religião. Essa diferença é tão gritante que vários ramos do judaísmo são radicalmente contra o sionismo e até contra a existência do Estado de Israel.
Essa diferença é importante ser destacada, porque o sionismo iguala esses dois termos exatamente para confundir. Aliás, ele faz uma campanha mundial, igualando a crítica ao sionismo e ao Estado de Israel ao antissemitismo. Usam a mesma tática nazista de repetir uma mentira mil vezes para parecer uma verdade.
Essa é a base da acusação a Zé Maria feita pela CONIB (Confederação Israelita do Brasil) e a FISEP (Federação Israelita do Estado de São Paulo), duas agências sionistas que atuam no Brasil, defendendo o sionismo e o governo de Israel.
Assim, tanta a acusação quanto a condenação são absurdas e só se explicam pelo alinhamento de parte da burguesia brasileira à extrema-direita mundial (da qual o sionismo é parte) e de parte do judiciário se curvar às pressões sionistas. Não há qualquer embasamento legal para condenar alguém por racismo, quando sua crítica é ao agrupamento político, como é o sionismo. É, por esses motivos, uma condenação de caráter político.
- Toda solidariedade a Zé Maria e viva a luta do povo palestino!
- Além de repudiar essa condenação, também colocamos todas as nossas forças políticas a disposição de encampar e encaminhar a campanha que os companheiros do PSTU decidirem!
- Também é o momento de reafirmar a luta em defesa da Palestina e denunciar o papel genocida e racista de Israel que continua perseguindo, assassinando e prendendo palestinos em Gaza e Cisjordânia, local onde continuam expandindo a ocupação das terras palestinas ocupadas.



