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Home Nacional

Vote em uma das candidaturas anticapitalistas (PCB, PSTU ou UP)

23 de agosto de 2026
in Nacional
Charge com dezenas de trabalhadores andando em passeata, enquanto dobram as mangas das camisas, com os punhos cerrados.
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A luta entre as classes sociais se acirra. As burguesias de extrema-direita têm um projeto que defende abertamente as ditaduras e seus métodos de torturas e chacinas, em algumas nações, contra os povos e para aumentar a exploração.

Esta realidade ocorre por todo o mundo, tem intensas investidas dos governos imperialistas sobre a América Latina e nossas lutas também necessitam ter caráter internacional. A invasão na Venezuela, as bases militares dos Estados Unidos na Colômbia e no Paraguai são algumas expressões da ofensiva estadunidense para impor o retorno da Doutrina Monroe.

Em contrapartida, em maio, tivemos na Bolívia a maior revolta da última década em que indígenas e a classe trabalhadora de conjunto foram às ruas, fecharam estradas e realizaram a maior greve geral na América Latina. Essa luta foi contra as políticas de extrema-direita do Rodrigo Paz.

No Brasil, os povos indígenas no Pará ocuparam a empresa Cargill e a luta vitoriosa foi também em oposição ao imperialismo estadunidense. As lutas pelo fim da escala 6×1, as greves de profissionais da Educação federal, rodoviários/RJ e ferroviários/SP expressam uma resposta à ofensiva da burguesia que retira direitos conquistados pelos trabalhadores.

Eleições burguesas e classe trabalhadora

Sabemos que nenhuma eleição burguesa muda a estrutura da sociedade e somente com a luta da classe trabalhadora organizada podemos melhorar as condições de vida, sob o capitalismo, da população explorada e oprimida.

Não tem como “bem administrar” o capitalismo, como afirma a maioria dos candidatos, pois para esse sistema continuar precisa de mais fome, miséria, guerras e genocídios.

Nesse sentido, nós da Emancipação Socialista, lutamos pelo fim desse sistema e pela construção do socialismo. Aproveitando o processo eleitoral burguês para denunciar e reafirmar com todas as letras que não temos saídas para os graves problemas, no Brasil e no mundo, que não seja pela destruição do capitalismo.

Governos da extrema-direita impõem mais retrocessos

Os governos imperialistas e seus representantes (como o bolsonarismo no Brasil) têm investido nas eleições com o objetivo de influenciar nos resultados. Um exemplo é o tarifaço aplicado no Brasil, com a articulação entre a família Bolsonaro e Trump, onde os Estados Unidos não poupam esforços para intervir no destino do país. Zema, Caiado e Renan Santos tentam ser hipóteses novas, mas de inovadoras não têm nada.

Na vizinha Argentina o presidente Milei, da extrema-direita e capacho do imperialismo, segue o caminho ditado por Trump como explicitou no discurso ao lado de Flávio Bolsonaro (final de julho).

Essa realidade tem aspectos que unificam parcelas da classe dominante: o projeto de subordinação do país ao imperialismo ianque para aprofundar as condições primário-exportadoras da economia; a tomada do controle sobre as nossas riquezas e infraestruturas estratégicas por um punhado de grandes empresários privados e corporações internacionais, não pelo setor público.

Governo do PT é da/para a burguesia

Parte de uma dita “esquerda” parlamentar analisa que PT, PSOL e o PCdoB se apresentam como contraponto ao entreguismo explícito da extrema-direita. No entanto, são cúmplices na aplicação da política neoliberal pelo Governo Federal. E trazem, mais uma vez, o velho Programa que busca conciliar as classes sociais, ou seja, riqueza para poucos e pobreza para muitos.

Após anos de governos do PT, confirmamos que a política de colocar lado a lado os interesses dos trabalhadores com os dos grandes empresários e banqueiros resulta: a) no aumento da riqueza da burguesia e da pobreza de parcelas da classe trabalhadora; b) na intensificação do desemprego, da precarização, dos cortes de direitos, dos cortes de verbas públicas, etc. para não reduzir os altos lucros dos bancos, grandes corporações e do agronegócio; c) em uma política econômica que privilegia o pagamento da dívida pública (82% do PIB) em detrimento dos serviços públicos com intensos cortes de verbas da Saúde e da Educação.

Entendemos que essa política não resolve os problemas estruturais; não enfrenta a extrema-direita; também não enfrenta os interesses da “burguesia de direita” e do chamado “Centrão”, seus representantes no Congresso Nacional. Um exemplo é a enrolação para votar o fim da criminosa escala 6×1. O governo acordou com o senador Davi Alcolumbre que o PL será encaminhado para as comissões, mas não há nada concreto de quando – e se- vão votar no Plenário do Senado e virar lei.

Por sua vez, o PSOL que parecia mais à esquerda para muitos ativistas está coligado com o PT e com um projeto semelhante de alianças com partidos da burguesia.

Ao não lutar por uma ruptura com esse sistema, prioriza no dia-a-dia a disputa meramente eleitoral. E entra para a história como mais uma tentativa de administrar o capitalismo com pequenas Reformas. Isso foi uma “utopia reacionária”, mas diante de tantas contradições se tornou uma fraude política, pois, sem um projeto de ruptura com o sistema capitalista, o caminho do PSOL é reproduzir as tentativas de conciliar interesses opostos e como tem feito o governo do PT para a burguesia.

Esquerda anticapitalista unificada, alternativa possível para construir a revolução

A queda ou o aumento da taxa de lucros é usada pelos governos da burguesia, grandes empresários e banqueiros para intensificar a exploração. Mas, para nós da classe trabalhadora, a principal e mais urgente tarefa é acabar com a exploração de uma classe sobre a outra e fortalecer o projeto socialista de sociedade.

Não podemos ficar à mercê da armadilha de polarização entre a extrema-direita e o neoliberalismo petista. Os governos da/para burguesia apresentam diferenças no regime democrático burguês e nos níveis de retrocessos, mas defendem o mesmo sistema de exploração.

Uma alternativa a tudo isso é a unidade da esquerda anticapitalista com a classe trabalhadora de conjunto em cada local de trabalho, estudo e moradia para construirmos mobilizações para além das eleições, enfim, para processos de lutas que alcancem a consciência de classe rumo a movimentos de massas de trabalhadores e juventude.

Nesse sentido, indicamos o voto nos partidos da Esquerda Anticapitalista: PSTU, do PCB e da UP. Lamentamos que, por sectarismo das direções desses partidos, não estejam unificados com uma única candidatura quando essa política é possível e urgente.

Reconhecemos essas candidaturas (para todos os cargos) como de trabalhadores da cidade, do campo, operários, negros, mulheres e LGBTs, que defendem um programa socialista contra a exploração, todas as formas de opressão e repressão. Reafirmamos a necessidade de que classe trabalhadora governe através de Conselhos Populares. E somente a esquerda anticapitalista e socialista unificada pode fazer a disputa ideológica, derrotar a extrema-direita e o projeto neoliberal do governo da/para a burguesia.

Portanto, indicamos o voto em candidaturas da esquerda anticapitalista, particularmente, no Rio de Janeiro para Deputada Federal a Professora Bárbara Sinedino (nº 1660 – CST) e no Pará para Deputado Federal o Eduardo Rodrigues (nº 1600 – Movimento Socialista Independente). Ambas com a legenda PSTU.

É urgente derrotar o bolsonarismo lambe-botas de Trump, mas isso exige um Programa de Governo que vá à raiz dos problemas econômicos, sociais e políticos do país. O governo Lula apenas administra o capitalismo no Brasil sem resolver os problemas estruturais, como a desindustrialização, a espoliação das riquezas naturais por grandes corporações e o colapso ambiental.

Precisamos enfrentar o desafio histórico de superar a burguesia com um Programa único do conjunto da classe trabalhadora que enfrente diretamente o imperialismo, a extrema-direita bolsonarista (e “genérica)”, a Frente Ampla chefiada pelo PT e o capital.

Diante disso tudo, um dos objetivos da Emancipação Socialista é se valer desse processo para fortalecer a unidade da esquerda anticapitalista na construção das lutas contra os ataques da burguesia, que estão ocorrendo e os que virão.

Programa que defendemos:

  • Fim da jornada 6×1 com redução da jornada para 36 horas, sem redução salarial para todos os trabalhadores!
  • Salário mínimo de acordo com o DIEEESE!
  • Anulação das reformas trabalhista e previdenciária!
  • Taxação das grandes fortunas e dos bens de luxo (iate, aeronave, etc.)!
  • Não pagamento da dívida pública!
  • Reforma urbana, nenhum imóvel desocupado, nenhuma família sem um lar!
  • Fim do latifúndio e do agronegócio: Reforma agrária sob controle dos trabalhadores;
  • O capitalismo é a causa do colapso ambiental: punição a todas empresas poluidoras; fim do desmatamento e garimpo ilegal;
  • Contra o marco temporal, demarcação de todos os territórios indígenas e reconhecimento das terras quilombolas e nenhuma indenização aos invasores!

Fim das emendas PIX e secreta (servem para a corrupção) e que a população trabalhadora controle o orçamento público.

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